About Fabio S Shiba

Médico neurologista e acupunturista.

“What’s in a name?”

“… What’s in a name? That which we call a rose
By any other name would smell as sweet.”

(SHAKESPEARE. In: Romeo and Juliet.)

O post “Neurastenia”, ou shénjīng shuāiruò [神經衰弱] (18/08/2021) mencionou de passagem a “ascensão e queda” do diagnóstico da neurastenia na prática médica ocidental da segunda metade do século XIX até meados da década de 40 do século XX. Diagnósticos médicos, seja no Ocidente ou na Ásia do Leste, são rótulos aplicadas a diferentes condições de saúde com várias implicações implícitas:

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Parkinsonismo atípico: demência com Corpos de Lewy

A demência com corpos de Lewy constitui outras das formas esporádicas de parkinsonismo atípico, juntamente com a síndrome corticobasal (vide o post Parkinsonismo atípico: síndrome corticobasal de 27/07/2021), a paralisia supranuclear progressiva e a atrofia multissistêmica.

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A “Arte” de Nomear Medicações

… According to brandirectory.com, Roche is considered more valuable than other popular brands such as Rolex®, Hilton® and Victoria’s Secret®. Trademarks are a large component of what makes a brand like Roche so valuable and one of the reasons why companies pay up to an estimated $500,000 for branding services when releasing a new drug.

(DALY e EMERY, 2019.)

Se em épocas passadas o processo para se chegar ao nome-fantasia (ou comercial) de medicações era menos complicado e o mercado menos competitivo, nos dias atuais a complexidade aumentou enormemente. Muitas empresas recorrem a serviços especializados para esse fim.

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“Neurastenia”, ou shénjīng shuāiruò [神經衰弱]

Em 1869 o neurologista americano George Miller Beard (1839 – 1883) popularizou o termo neurastenia como um estado decorrente do esforço excessivo sobre o sistema nervoso, com sintomas físicos e psíquicos variados. O termo encontra-se ainda presente na CID‑10 de 1989 da OMS sob o código F48.0, apesar de já estar em desuso na prática médica atual no Ocidente.

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Mais Déjà Vu: Pesquisas Sobre o Uso Medicinal dos Alucinógenos

“As cores pareciam mais intensas e brilhantes. Senti uma nova consciência da beleza física do mundo, particularmente das harmonias visuais, cores, jogos e luzes e primor dos detalhes. E quando fechei os olhos apareceu uma multidão de figuras, de formas abstratas, cenas dramáticas de homens e animais em terras exóticas e épocas antigas. Apareceram então linhas ondulantes, grades, mosaicos, tapetes de flores, moinhos de vento, paisagens, ‘arabescos espiralando-se na eternidade’, a face de Buda, a face de Cristo, os lugares das moradas míticas dos deuses, a imensa escuridão do espaço.”

(Uma descrição da experiência subjetiva pós-ingestão de LSD.)

Uma leitura de velhos compêndios médicos podem proporcionar surpresas. O uso tão badalado atualmente de alucinógenos para tratamento de transtornos psiquiátricos, por exemplo, nada tem de novo, com períodos de maior e de menor interesse do século XIX para cá.

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