Tipologia

… Craniometry, phrenology, physiognomy, and comparative anatomy all shared long-standing beliefs that the outer body was a window into a host of moral, temperamental, racial or gender characteristics. (…) In many respects, however, in tying together physique and character (and encouraging certain physiques to be equated with superior mental and spiritual qualities), these anthropometric techniques had the reverse effect by substantiating a priori beliefs about class, race, and gender and highlighting the growing ambiguity inherent in the term normal.

(VERTINSKY, 2007.)

A tipologia já foi um assunto mais popular. Já nos Capítulos 72 (“Os Diferentes Tipos de Homem” [Tong Tian]) e 64 (“Os Vinte e Cinco Tipos de Pessoas Dentro das Diversas Características do Yin e do Yang” [Yin Yang Er Shi Wu Ren]) do Líng Shū há menção a características físicas e psíquicas e de como elas afetam tendências de adoecimento e definem tratamentos melhor recomendados.

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“Neurastenia”, ou shénjīng shuāiruò [神經衰弱]

Em 1869 o neurologista americano George Miller Beard (1839 – 1883) popularizou o termo neurastenia como um estado decorrente do esforço excessivo sobre o sistema nervoso, com sintomas físicos e psíquicos variados. O termo encontra-se ainda presente na CID‑10 de 1989 da OMS sob o código F48.0, apesar de já estar em desuso na prática médica atual no Ocidente.

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Mais Déjà Vu: Pesquisas Sobre o Uso Medicinal dos Alucinógenos

“As cores pareciam mais intensas e brilhantes. Senti uma nova consciência da beleza física do mundo, particularmente das harmonias visuais, cores, jogos e luzes e primor dos detalhes. E quando fechei os olhos apareceu uma multidão de figuras, de formas abstratas, cenas dramáticas de homens e animais em terras exóticas e épocas antigas. Apareceram então linhas ondulantes, grades, mosaicos, tapetes de flores, moinhos de vento, paisagens, ‘arabescos espiralando-se na eternidade’, a face de Buda, a face de Cristo, os lugares das moradas míticas dos deuses, a imensa escuridão do espaço.”

(Uma descrição da experiência subjetiva pós-ingestão de LSD.)

Uma leitura de velhos compêndios médicos podem proporcionar surpresas. O uso tão badalado atualmente de alucinógenos para tratamento de transtornos psiquiátricos, por exemplo, nada tem de novo, com períodos de maior e de menor interesse do século XIX para cá.

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Giovanni Boccaccio

Giovanni Boccaccio (1313-1375) foi um escritor da Renascença italiana. Sua obra mais importante, o Decamerão (com o subtítulo de Príncipe Galeotto), tem como pano de fundo a epidemia da Peste Negra que assolava a Europa nesse período. Sete moças (Pampinéia, Fiametta, Filomena, Emília, Laurinha, Neifile e Elisa) e três rapazes (Pânfilo, Filóstrato e Dionéio) procuraram refúgio fora da cidade de Florença por dez dias e ocuparam-se nesse período em contar histórias — algumas criadas e outras reelaboradas, num total de cem.

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Dinastia Zhōu: “Sete Dragões Contra Sete Demônios”

A crença de que os demônios possam causar uma doença é amplamente documentada na literatura do antigo período Chou [Zhōu], bem como durante as dinastias subsequentes e dos Han [Hàn].

(INADA, 2007.)

Em seu livro Técnicas Simples que Complementam a Acupuntura e a Moxabustão, o Prof.Dr. Tetsuo Inada cita uma passagem de Paul Unschuld (Medicine in China, a History of Ideas) sobre crenças xamânicas do período da Dinastia Zhōu (c. 1046 AEC – 256 AEC) da origem sobrenatural de algumas doenças.

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