A polêmica sobre a aprovação do Aduheim® (aducanumab)

Desde a descrição em 1906 do caso de “demência pré-senil” de Auguste D. por Aloysius “AloisAlzheimer (vide post Uma Mensagem do Dr. Alois Alzheimer, Ainda Válida para Nossos Dias de 13/07/2020) que a doença que leva seu nome continua desafiando cientistas. Somente 87 anos depois, em 1993, surgiria o primeiro tratamento com algum grau de eficácia para a Doença de Alzheimer com a aprovação da tacrina pela FDA em 1993.

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Mini-Mental State Examination (MMSE), Marca Registrada

O MMSE (ou MEEM [Mini-Exame do Estado Mental] em português) é um teste de triagem para distúrbios cognitivos, publicado no Journal of Psychiatric Research em 1975 por Marshal F. Folstein, Susan E. Folstein, e Paul R. McHugh como um apêndice do artigo “Mini-mental status”. A practical method for grading the cognitive state of patients for the clinician. Desde então o teste tem sido largamente empregado em estudos epidemiológicos e inclusive como parte de baterias neuropsicológicas (como, por exemplo, as do CAMDEX ou as do CERAD) devido aos seguintes motivos:

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GCS (Glasgow Coma Scale) e Outras Escalas Clínicas de Coma

… E, sobretudo, através dele [do cérebro], pensamos, compreendemos, vemos, ouvimos e reconhecemos o que é feio e o que é belo, o que é ruim e o que é bom, o que é agradável e o que é desagradável, tanto distinguindo as coisas conforme o costume, quanto sentindo-as conforme o que for conveniente (…)

(HIPÓCRATES, In: Da Doença Sagrada, 14Littré [17Jones].)

Define-se o estado de consciência do ponto de vista estritamente neurológico (sem entrar nas discussões da Filosofia sobre o tema) como uma condição de conhecimento da pessoa como ser distinto do ambiente que a cerca, assim como sua relação com o mesmo. Em 1969 Michel V.M. Jouvet (1925-2017) procurou quantificar alterações de nível de consciência e padronizar a avaliação com a escala que levaria o seu nome.

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Tipologia

… Craniometry, phrenology, physiognomy, and comparative anatomy all shared long-standing beliefs that the outer body was a window into a host of moral, temperamental, racial or gender characteristics. (…) In many respects, however, in tying together physique and character (and encouraging certain physiques to be equated with superior mental and spiritual qualities), these anthropometric techniques had the reverse effect by substantiating a priori beliefs about class, race, and gender and highlighting the growing ambiguity inherent in the term normal.

(VERTINSKY, 2007.)

A tipologia já foi um assunto mais popular. Já nos Capítulos 72 (“Os Diferentes Tipos de Homem” [Tong Tian]) e 64 (“Os Vinte e Cinco Tipos de Pessoas Dentro das Diversas Características do Yin e do Yang” [Yin Yang Er Shi Wu Ren]) do Líng Shū há menção a características físicas e psíquicas e de como elas afetam tendências de adoecimento e definem tratamentos melhor recomendados.

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“What’s in a name?”

“… What’s in a name? That which we call a rose
By any other name would smell as sweet.”

(SHAKESPEARE. In: Romeo and Juliet.)

O post “Neurastenia”, ou shénjīng shuāiruò [神經衰弱] (18/08/2021) mencionou de passagem a “ascensão e queda” do diagnóstico da neurastenia na prática médica ocidental da segunda metade do século XIX até meados da década de 40 do século XX. Diagnósticos médicos, seja no Ocidente ou na Ásia do Leste, são rótulos aplicadas a diferentes condições de saúde com várias implicações implícitas:

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