Giovanni Boccaccio

Giovanni Boccaccio (1313-1375) foi um escritor da Renascença italiana. Sua obra mais importante, o Decamerão (com o subtítulo de Príncipe Galeotto), tem como pano de fundo a epidemia da Peste Negra que assolava a Europa nesse período. Sete moças (Pampinéia, Fiametta, Filomena, Emília, Laurinha, Neifile e Elisa) e três rapazes (Pânfilo, Filóstrato e Dionéio) procuraram refúgio fora da cidade de Florença por dez dias e ocuparam-se nesse período em contar histórias — algumas criadas e outras reelaboradas, num total de cem.

Continue reading →

Sherlock Holmes

I am a brain, Watson. The rest of me is a mere appendix.

(THE ADVENTURE OF THE MAZARIN STONE.)

Arthur Ignatius Conan Doyle (1859-1930), médico e escritor, criou a famosa série policial com o detetive Sherlock Holmes e Dr. Watson, seu assistente. A popularidade das histórias chegou ao ponto de fazerem com que “criassem” um número na Baker Street em Londres (o 221B) que não existia nos tempos de Conan Doyle.

Continue reading →

Reflexões ao chegar no verbete hánshísǎn [寒食散] do Wikipedia

Yo, que me figuraba el Paraíso bajo la especie de una biblioteca.

(Jorge Luis Borges)

Jorge Luis Borges (1899-1986 EC) era um notório bibliófilo, o conto Tlön, Uqbar, Orbis Tertius descerra ao leitor todo um mundo desconhecido (Tlön) através de enciclopédias. No Brasil já tivemos (entre outras) a Barsa, a Delta-Larousse e a da Abril. Estes títulos desapareceram em grande parte com a difusão da internet, mas engana-se quem ache que o formato se extinguiu: ele se adaptou de modo notável à linguagem do hipertexto, à facilidade de correções e à velocidade de atualizações.

Continue reading →

Matsuo Bashō [松尾芭蕉]

Matsuo Bashō [松尾芭蕉] (1644-1694 EC), um dos mais famosos poetas japoneses, não era acupunturista. Mas os parágrafos iniciais de Trilhas Estreitas ao Confim (Oku no Hosomichi [奥の細道]), sua mais famosa obra, descreve em detalhes os preparativos iniciais para a jornada às longínquas províncias do Norte do Japão (Oku [奥]).

Continue reading →