Sinal de Babinski

Joseph Babinski (1857 – 1932) foi um eminente neurologista francês, tendo trabalhado no Hospital Salpêtrière entre 1885 e 1893 como assistente do professor Jean-Martin Charcot (1825 – 1893). Em fevereiro de 1896, na Sociedade Biológica de Paris, ele apresentou os resultados de um estudo das diferentes respostas à estimulação plantar em pessoas sem doença neurológica e em portadores de hemiplegia, tendo o autor relacionado a extensão do hálux à estimulação com disfunção do trato piramidal.

O sinal de Babinski, como ele passaria a ser chamado, mostrou-se um sinal propedêutico bastante acurado e consistente de disfunção do trato piramidal. Apesar de sua confiabilidade, vários outros autores descreveram dezenas de sinais neurológicos sucedâneos, entre os quais os principais são:

Tabela citada de KAKITANI, 2010. Os sinais sucedâneos mais conhecidos apresentam-se destacados em negrito.
Sinais neurológicos Data da descrição
Strümpell 1896
Schaeffer 1899
Oppenheimer
(elicitado à estimulação da face tibial da perna)
1902
Gordon
(elicitado à compressão dos gastrocnêmios)
1904
Bechterew 1906
Yoshimura
Rossolimo 1908
Chaddock
(elicitado à estimulação da região logo abaixo do maléolo lateral)
1911
Trömner
Austregésilo & Esposel 1912
Pierre Marie & Meige 1916
Egaz Muniz
Bing 1918
Crafts 1919
Roch & Crouzon 1928
Grünfelder 1931
Stransky 1933
Gonda 1942
Lenggenhager 1945
Van Thanh 1973
Hindfelt 1976
Tashiro 1986
Hachinski 1992
Krawczyk 1996
Berger 2002

Bibliografia:

Kakitani, F. T.; Collares, D.; Kurozawa, A. Y.; de Lima, P. M. G.; Teive, H. A. G. How many Babinski’s signs are there? Arq Neuropsiquiatr 2010;68(4):662-5.

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