Sobre uma das Tentativas de Se Provar a Eficácia da Homeopatia

“Some modern homeopathic researchers have speculated that the original molecules of the substance, prior to dilution, actually imprint or stencil themselves permanently into the original solute, spatially rearranging the molecules in some way. After many dilutions, this original stenciling survives, even though molecules of the original substance are not present. This stenciling is as yet unproven. (…)”

(MANAKA, 1995.)

O médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843) viria a desenvolver, a partir de 1790, um novo sistema de diagnóstico e tratamento por ele denominado de Homeopatia (a partir do grego: hómoios [ὅμοιος], ou “semelhante”; e páthos [πάθος], ou “sofrimento”) em 1807.

Continue reading

Sayōshi [作用子]

Num dos apêndices de seu livro (Chasing the Dragon’s Tail), Manaka Yoshio [間中善雄] (1911–1989 EC) transcreve e comenta um trabalho de Katsumata Yasumasa sobre o fenômeno por ele denominado de sayōshi [作用子] (ou “função fastasma”, conforme Manaka). Segundo a definição do sayōshi, toda substância imprime algumas de suas propriedades no espaço circunjacente, e elas persistem por algum tempo mesmo após sua remoção.

Continue reading

Moxabustão (灸)

“Às doenças onde a puntura não seja adequada, aplicar moxibustão.”

“… para aqueles em que tanto o Yin quanto o Yang estiverem astênicos, aplicar terapia de moxibustão. Quando o paciente tiver os pés frios e o frio for bastante severo, ou que a musculatura junto aos ossos estiver deprimida, ou que a extensão do frio tenha ultrapassado os dois joelhos, deve-se aplicar moxibustão no ponto Sanli [E36] (…)”

“… quando o canal estiver deprimido, aplicar a terapia de moxibustão; quando o canal estiver nodoso e firme, aplicar também a moxibustão.”

(Citações do Capítulo 73 [“Cada Qual de Acordo com sua Capacidade”] do Ling Shu)

A moxabustão consiste na aplicação de calor sobre pontos específicos da pele. Utilizava-se inicialmente pedras pré-aquecidas, passando-se para a combustão de diferentes materiais até se chegar ao uso mais atual da artemísia (yomogi [蓬]); dependendo da fonte consultada citam-se diferentes espécies: princeps, montana ou argyi.

Continue reading

Cefaleia do Tipo Tensional

A cefaleia do tipo tensional é uma das cefaleias ditas primárias — ou seja, na qual não há causas identificáveis, tais como lesões ou traumatismos — e bastante comum, com prevalências populacionais nos diferentes estudos variando entre 30 e 78%. Pela amplitude da variação percebe-se a dificuldade de conceituação precisa da cefaleia tensional, frequentemente caracterizada em contraposição à migrânea. E ser uma cefaleia designada como “não-migrânea” causa, inevitavelmente, uma heterogeneidade de características (além de provável heterogeneidade também de causas e de respostas aos tratamentos).

Continue reading

Sherlock Holmes

I am a brain, Watson. The rest of me is a mere appendix.

(THE ADVENTURE OF THE MAZARIN STONE.)

Arthur Ignatius Conan Doyle (1859-1930), médico e escritor, criou a famosa série policial com o detetive Sherlock Holmes e Dr. Watson, seu assistente. A popularidade das histórias chegou ao ponto de fazerem com que “criassem” um número na Baker Street em Londres (o 221B) que não existia nos tempos de Conan Doyle.

Continue reading

Nomenclatura das Terapias Gênicas

As pesquisas com terapias gênicas tiveram início na década de 80 com as tentativas de tratamento da imunodeficiência combinada grave utilizando-se inicialmente retrovírus como vetores. Outras terapias foram aparecendo com o tempo, e a experiência acumulada possibilitou o desenvolvimento do onasemnogene abeparvovec e os ensaios clínicos que tiveram curso desde 2014. Certamente nos anos seguintes veremos outras terapias gênicas para outras doenças neurológicas.

Continue reading